quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

SOBRE A ATUAL VERGONHA DE SER BRASILEIRO

O texto abaixo foi publicado no Jornal do Brasil em 19 de fevereiro de 1984.
Por favor me responda o que mudou em nosso país após 23 anos.


Sobre a Atual Vergonha de Ser Brasileiro


Projeto de Constituição atribuído a Capistrano de Abreu:
Art. 1º. Todo Brasileiro deve ter vergonha na cara
Parágrafo Único: Revogam-se as disposições em contrário.

Que vergonha, meu Deus! ser brasileiro e estar crucificado num cruzeiro erguido num monte de corrupção.

Antes nos matavam de pancada e choque nas celas da subversão, agora nos matam de vergonha e fome exibindo estatísticas na mão.

Estão zombando de mim. Não acredito. Debocham a viva voz e por escrito. É abrir jornal, lá vem desgosto. Cada notícia. - É um vídeo-tapa no rosto.
Cada vez é mais difícil ser brasileiro.
Cada vez é mais difícil ser cavalo desse Exu perverso nesse desgovernado terreiro.
Nunca vi tamanho abuso. Estou confuso, obtuso, com a razão em parafuso: a honestidade saiu de moda, a honra caiu de uso.
De hora em hora a coisa piora: arruinado o passado, comprometido o presente vai-se o futuro à penhora. Me lembra antiga história daquele índio Atahualpa ante Pizarro – o invasor enchendo de ouro a balança do seu conquistador com a ilusão de o seduzir e conquistar seu amor.
Este é um país esquisito: onde o ministro se demite negando a demissão e os discursos são inflados pelos ventos da inflação. Valei-nos Santo Cabral nessa avessa calmaria em forma de recessão e na tempestade da fome ensinai-me – a navegação.
Este é o país do diz e do desdiz, onde o dito é desmentido no mesmo instante em que é dito. Não há lingüista e erudito que apure o sentido inscrito nesse discurso invertido. Aqui

O dito é o não dito e já ninguém pergunta se será o Benedito
Aqui o discurso se trunca: O sim, é não; O não, talvez; O talvez- nunca
.

Eis o sinal dos tempos:

Este país produtor que tanto mais produz tanto mais é devedor.
Um país exportador que quanto mais exporta mais importante se torna como país – mau pagador.

E, no entanto, há quem julgue que somos um bloco alegre do “Comigo Ningém Pode”, quando somos um país de cornos mansos cuja história vai dar bode.
Dar bode, já que nunca deu bolo, tão prometido pros pobres em meio a festas e alarde, onde quem partiu, repartiu, ficou com a maior parte deixando pobre o Brasil.

Eis uma situação totalmente pervertida:

- uma nação que é rica consegue ficar falida,
- o ouro brota no peito mas mendigamos com a mão,
- uma nação encarcerada doa a chave ao carcereiro para ficar na prisão.

Cada povo tem o governo que merece? Ou cada povo tem os ladrões a que enriquece?
Cada povo tem os ricos que o enobrecem? Ou cada povo tem os pulhas que o empobrecem?

O fato é que cada vez mais se entristece esse povo num rosário de contas e promessas, num sobe e desce de prantos e preces.

Ce n’est pas um pays sérieux! Já dizia o general.

O que somos, afinal?
Um país pererê? Folclórico? Tropical? Misturando morte tropical? Misturando morte a carnaval?
- Um povo de degradados? - Filhos de degredados largados no litoral? – Um povo-macunaíma sem caráter nacional?
Ou somos um conto de fardas, um engano fabuloso narrado e um menino bobo – história de chapeuzinho já na barriga do lobo?

Por que só nos contos de fada os pobres fracos vencem os ricos ogres?
Por que os pobres ricos dos países pobres não se aliam aos pobres dos países pobres para enfrentar os ricos mais ricos mesmo quando nos países pobres?

Espelho, espelho meu! Há um país mais perdido que o meu?
Espelho, espelho meu! Há um governo mais omisso que o meu?
Espelho, espelho meu! Há um povo mais passivo que o meu?

E o espelho respondeu algo que se perdeu entre o inferno que padeço e o desencanto do céu.

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Affonso Romano de Sant’Ana
Poeta, crítico, professor de Literatura Brasileira na Puc-Rio.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

AMOR

O que seria o AMOR para DEUS?
- É que estou falando de um AMOR sem letras minusculas. Sem sombras. Sem horas. Sem dúvidas. Sem perguntas. Sem volta atrás. Um AMOR sem degraus. Um AMOR sem velocímetro. Que olha e não olha. Que baliza o criado e o incriado. Que dirige a sua caneta. Que o sustenta quando nada o sustenta. Que o surpreende quando nada o surpreende. Que está dando algo para você, inclusive quando parece que lhe tiram. Um AMOR que preenche e não pesa. Estou falando do "big-bang" de DEUS. De um AMOR que você respira e respira.
- Vejo que você não entendeu. Que religião professa o AMOR? Que religião professa o oxigênio que você respira? A que religião pertence o presente de cada amanhecer? A bondade é religiosa? E o que me diz da beleza? Que religião pratica a morte? E quando o imaginei pensava em alguma religião?
- Deus é AMOR.
_ De que cor é o AMOR? Em que língua deve ser escrito? Você se atreve a defini-lo? Você tem palavras para descrever-me?
- A= T x D ( AMOR= Tenho porque DOU)
(respostas de Deus (suponho) a J.J.Benitez do livro a 33000 pés)

O que é FÉ?

Como crer em algo que não vemos? Que não é concreto?
Que nossas mãos não podem pegar e os nossos olhos não podem ver?
A grande maioria dos seres humanos, precisa ver, pegar, sentir, para ter sua fé em algo palpável.



No entanto milhões de seres humanos já foram abençoados com a "FÉ NAQUILO QUE NÃO SE PODE VER", mas que nos surpreende a cada manhã com o nascer do Sol com o céu as vezes azul outras vezes cinza (algo impalpável), temos a permissão de ouvir e ver os pássaros cantando, podemos plantar e colher os frutos das árvores, (pegar), podemos ver as côres maravilhosas das flôres e sentir os seus variados perfumes, e contemplar a imensidão do mar.
E em tudo isto VER a grandiosa presença de DEUS.
Essa força invísivel, que não podemos pegar, sentir ou ver, mas que todos os dias nos mostra sua grandeza, e que quando estamos aflitos por qualquer motivo, clamamos por ÊLE.





terça-feira, 31 de julho de 2007

Dor

Quando a dor chega o que fazer?
Não estou falando da dor física, mas da dor mental, aquela dor que atormenta, consome....
O que fazer?